Ranking das melhoras em gestão de pessoas, segundo o Valor

Jose Gaspar Nayme Novelli

O Valor Econômico publicou no final de outubro o ranking anual das melhores empresas para se trabalhar, com base na pesquisa feita pela Aon Hewitt/Valor.

Nenhuma surpresa em relação aos anos anteriores quanto aos atributos diferenciadores observados pelos empregados. São empresas que procuram fazer seu “dever de casa” e se esforçam em elevar suas práticas de gestão de pessoas a um patamar de excelência.

Chama a atenção, a cada nova pesquisa, as expectativas e o papel representado pela Geração Y, que começa a galgar as esferas dirigentes das organizações, sejam em funções gerenciais, sejam com responsabilidades executivas. No Laboratório Sabin, por exemplo, 1ª colocada nas empresas entre 1001 e 2000 empregados, 56% da força de trabalho tem até 30 anos!

Perpassando o olhar sobre os diversos “cases” de sucesso, observam-se algumas lições antigas e outras que se itensificaram com a Geração Y. Por exemplo, há tempos a literatura acadêmica de gestão e as pesquisas empíricas afirmam que reconhecimento e significado são atributos essenciais para mobilização e satisfação. Profissionais precisam ter conhecimento das expectativas que a organização tem em relação ao seu desempenho e, ao mesmo tempo, ser reconhecidos pelas suas realizações, pelos avanços e esforços realizados.

Um aspecto muito discutido desde os anos 1990, que continua atual, é a necessidade de alinhamento entre os direcionamentos estratégicos e os da área de gestão de pessoas. As práticas e políticas de gestão de pessoas devem integrar-se às premissas contidas na visão, missão, valores, políticas e focos de atuação da organização, independente do setor no qual atua.

Com relação às expectativas individuais, significado no trabalho e reconhecimento pelas realizações contribuem para a geração, no ambiente de trabalho, de cultura orientada para resultados, baseada em melhoria contínua e produtividade ascendente.

Há, por outro lado, um desafio a ser ultrapassado pelas áreas de gestão de pessoas em relação às expectativas daqueles com menos de 30 anos: equilibrar os valores pessoais aos organizacionais; em outras palavras, buscar calibrar oportunidades de crescimento pessoal (se possível, de maneira rápida e consistente) com a organização do trabalho por equipes. Integrar, portanto, empreendedorismo com cooperação; integração que não é fácil!

De fato, mais uma vez, vemos comprovado o pressuposto de que empregados satisfeitos têm maior capacidade de mobilização, o que leva a melhor desempenho e resultados.

As empresas e organizações públicas ou privadas devem achar seu próprio caminho nesse processo. Não há fórmula pronta que se ajuste a todas. A cultura da instituição conta, e conta muito. Há caminhos diferentes para alcance dos mesmos objetivos. Gosto muito da frase do jornalista Alexandre Teixeira, citado nesta edição do Valor Carreira, autor do livro “Felicidade S.A. – por que a satisfação com o trabalho é utopia possível para o século 21”, parafraseando o russo Leon Tolstói: todas as empresas infelizes se parecem, mas cada empresa feliz é feliz a sua maneira.

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